quarta-feira, 30 de março de 2011

A UM AMIGO QUE SE FOI


Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?


Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste


(Carlos Drummond de Andrade)

MS: 18º NO RANKING DE INVESTIMENTO EM CULTURA NO PAÍS

Mato Grosso do Sul é 18º no ranking de investimentos em Cultura no País
Categoria: Reportagens
Escrito por: revistaagente — 22, outubro 2010 as 11:56


Mato Grosso do Sul é o 18º estado no ranking brasileiro de investimentos em Cultura, conforme levantamento feito pela ONG (Organização Não Governamental) PCult.

No primeiro semestre deste ano, o governo estadual investiu apenas 0,16% de seu orçamento no setor. Em 2009, o percentual chegou a 0,32%, mas a posição no ranking era a mesma, 18º.

No ano passado, o investimento do governo na área cultural foi de R$ 10,8 milhões, o que levou o Estado à 20ª colocação neste quesito, aponta o estudo da ONG.


O valor Per Capita em Mato Grosso do Sul no ano passado foi de R$ 4. No ano anterior, o índice foi de R$ 3 e em 2007 de R$ 4.

Na região Centro-Oeste o Distrito Federal é o primeiro colocado. Goiás e Mato Grosso aparecem equilibrados e Mato Grosso do sul teve a pior colocação em todos os anos.


O levantamento feito em todos os estados brasileiros e no DF também aponta algumas surpresas.

Uma delas é que a Bahia superou o Rio de Janeiro nos valores destinados ao setor: em 2009, o estado baiano investiu R$ 185,9 milhões, ante R$ 128 milhões do Rio de Janeiro.

São Paulo continua à frente, com R$ 690 milhões investidos, mas a tese do “eixo Rio-São Paulo” hoje se mostra frágil perante a realidade apontada pelos números.

O Amazonas, conforme o estudo, é o estado que mantém o maior equilíbrio entre o volume de recursos destinados ao setor e a proporção de sua despesa anual.

Os estados da região Norte lideram o ranking de investimento per capita na Cultura, além do ranking de crescimento anual e proporcional de investimento.

O Estado que menos investe no setor é o Amapá. Na região Sul, o Estado que lidera o ranking é o Paraná, que perde somente em 2007 para Santa Catarina.

Estados muito ricos da federação, como Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul, ocupam posições muito modestas no ranking.

Outra curiosidade é o percentual que cada Estado investe de seu orçamento na Cultura. O gigante São Paulo, por exemplo, chega a ocupar um modesto 9º lugar em 2010, enquanto o Rio de Janeiro aparece em 15º.

“É notório que os Estados que dispõem de um volume orçamentário maior, proporcionalmente, investem menos no setor cultural do que os que dispõem de volume orçamentário maior”, aponta o relatório da ONG.

Em 2009, o crescimento per capita em cultura foi maior no Distrito Federal, Acre, Amazônia e São Paulo. Alagoas, Amapá, Rio Grande do Norte e Tocantins tiveram crescimento zero.

O levantamento foi feito pelo Partido da Cultura, “fórum informal, suprapartidário permanente, que trabalha para que a Cultura, tanto quanto educação e saúde, seja tema central dos debates políticos”, segundo informa o relatório.

Para o PCult, o resultado da pesquisa pode dar um indicativo de qual é o grau de relevância do setor cultural para os poderes públicos estaduais a partir de sua dotação orçamentária.

terça-feira, 29 de março de 2011

ESTRÉIA TEATRAL - O ALIENISTA (ENTRADA GRÁTIS!!!)


A Cia de Teatro Nu Escuro, com sede em Goiânia, investe em um novo desafio e transpõe da literatura para o palco o conto “O Alienista” de Machado de Assis. Nos dias 01 e 02 de Abril apresenta no Glauce Rocha, às 20h. A Entrada é Gratuita.

A proposta de direção desta montagem foi de utilizar o texto do Machado de Assis como um provocador do trabalho de criação dos atores, buscando produzir um caleidoscópio de informações visuais e verbais em um ritmo inquieto e instigante, onde a qualquer momento o público possa ser surpreendido por estas provocações

Informações:
(67) 9207-0310 / 9215-2099 / 3342-0828
Renata Bastos (Assessoria Local) / Anderson Lima (Produtor Local)

CRIE SEU PORTFÓLIO VIRTUAL GRÁTIS NA INTERNET!

Todos nós sabemos da importância de se divulgar nossos trabalhos, seja por qual meio for. Para nos ajudar nesse sentido, existe um website na internet onde é possível montar um portfólio virtual totalmente GRÁTIS, que poderá ser utilizado para a divulgação dos nossos trabalhos, quer sejam de teatro, música, dança, enfim, qualquer uma das áreas da cultura.


O site não é direcionado apenas aos atores e atrizes, também é voltado para diretores, produtores, iluminadores, técnicos de som e todos os que de alguma forma atuam na área cultural.


Então, acesse ainda hoje o endereço do site em www.clicfolio.com e crie ainda hoje seu portfólio e comece a divulgar seu trabalho.


O meu já está criado lá. Confira em www.clicfolio.com/mariofilho.


Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 28 de março de 2011

BEATLES PELAS RUAS DE CAMPO GRANDE???!!!

Clique na imagem abaixo para ampliar
Fonte: http://www.pontaodeculturaguaicuru.org.br/noticias/index/id/585

domingo, 27 de março de 2011

APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO INFANTIL "O ARCO-ÍRIS"

DIA MUNDIAL DO TEATRO - 27 DE MARÇO

Teatro: espaço de realizações. Realizar: perceber. Conceber a idéia de que há algo a mais dentro de um mesmo espaço, de um ambiente, seja ele, físico, mental ou sentimental.
Lugar para percepção de idéias, de sentimentos, de fisicalidades.
Lugar para a recepção de idéias, de sentimentos, de fisicalidades.
Espaço para o simples jogo dialético do aprender e do ensinar. Espaço para viver.
Não há mais lugares para viver. Não há mais lugares para sentir.
O ser humano não sabe mais ser, humano.
Todo olhar se desvia; toda mão se fecha. Os corpos não mais se tocam!
Há uma afastamento, um distanciamento, um alienamento das idéias, dos sentimentos, das fisicalidades.
Sinto uma necessidade, quase sonífera, de deixar o movimento embriagante de viver passar através do tempo.
O sonho, muitas vezes, nos transporta a lugares onde não existem dúvidas e, a embriaguez, constrói idéias e sentimentos que se transportam da realidade física para o plano dos sonhos.
O encontro entre o sonho e real é o lugar para onde viajam as imaginações, o sentir, o ser.
Costumou-se chamar este lugar de palco da vida; local das representações; espaço onde o homem encontra o homem para ser homem; antro de orgias. Abreviou-se: Teatro.
Neste pequeno recinto à céu aberto, ou não; perambulante, ou não; com ou sem cenário, figurino ou música, há a evasão do tempo. Deixa-se de lado uma das maiores “conquistas” do homem: a construção do tempo. O tempo, em si, não existe. O homem o criou para poder se domar, para regrar o espaço, para tornar-se presa de si e não poder mais viver o mundo pelo mundo, mas, pelo tempo.
Nesta pequena agora, atravessamos o espaço físico experimentando sensações, inventando formas de comunicação acientíficas e descobrindo, cada qual ao seu jeito, a humanidade a tanto perdida pelas civilizações.
Esqueçamos por um breve momento a teoria e a ciência, os teóricos e os cientistas, a positividade da vida moderna, e olhemos para o chão onde pisa o ator. Sintamos o cheiro deste lugar. Fechemos os olhos por um pequeno instante e vejamos aonde nos leva o prazer e o êxtase de pisar este solo sacro para os antigos e cultuado pelos novos.
Teatro: racionalidade e sentimento num mesmo espaço; controle e descontrole de emoções e abstração; psiquè e corpo em perfeita harmonia. Simples brincadeira. Lúdico e cúmplice; amante e amado; fogo e água; a demanda e a espera; o Diabo e cruz. Ator e platéia.
Daqui, cruzo olhar com inúmeros pares de sonhos e vejo a grande necessidade que brota de dentro do indivíduo de sentir melhor o mundo a sua volta, de não ter vergonha, de romper valores e limites, de não se limitar à vida.
Eu aprendi que o Teatro é a melhor representação da não-animalidade urbana do homem, ou seja, da sua animalidade natural, placentária, desprovida de quaisquer valores morais e éticos limítrofes que impeçam o seu desenvolvimento natural, enquanto tal.
Estar no palco é dar vida a crianças adormecidas.
Criança não vê em preto e branco, bidimensional, unilateral. Enxerga grande e gordo o mundo. Colorido.
Chuta poça d`água em dia de sol.
Na ponta do pé pula pra pegar o céu.
Guarda o infinito numa caixa de música, fecha os olhos e é... Criança / Teatro.
Acabado o espetáculo levamos para casa um pouco de cada coisa vista, ouvida e sentida, mas, também, deixamos sentimentos no ator que jogou com o público e ele, certamente, mudará a si próprio dentro do camarim retirando a maquiagem e voltando a ser, humano.
Neste palco muitos pés cresceram; neste palco muitas lágrimas secaram – de ator e de platéia; neste palco o Teatro foi apresentado a muitos pela primeira vez; neste palco muitos fincaram raízes para serem brasileiros; neste palco, vieram e foram; neste palco, prazer e dor; neste palco, desejo de terra e céu; neste palco, pé; neste pé, no palco.

Texto: Otavio Linhares e Solange Faganello



PARABÉNS A TODOS OS FAZEDORES DE TEATRO, QUE DISSEMINAM A CULTURA E FAZEM DA SUA ARTE, SUA BANDEIRA!