quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Curiosidades Teatrais: O PALCO ITALIANO

Você já deve ter ouvido falar na expressão “palco italiano”, mas sabe de onde surgiu? Na virada do século XV para o século XVI, no chamado Renascimento Italiano, o homem passa a ocupar, filosoficamente, o centro do universo, as artes não ficam aquém dos avanços científicos e surge (a hoje tão difundida) noção de perspectiva, norteando a pintura.

Para um novo tempo, um novo modelo de espaço teatral, diferente do greco-romano vigente à época, se fez necessário. A ideia de ponto de fuga e da perspectiva transcenderam o campo das artes plásticas e chegaram ao teatro (dramatúrgica e espacialmente), havendo, assim, a elaboração de um espaço que tentava estabelecer para a cena teatral um olhar único. O teatro, a partir do nascimento do palco italiano, passa a ser pensado como uma fatia de realidade possível de ser observada pelo buraco de uma fechadura.

Dessa forma, por volta de 1630, é inaugurado, em Veneza, o primeiro teatro público de ópera nesses novos moldes. Dentre as inúmeras revoluções técnicas e artísticas, pela primeira vez são vistos boca de cena arredondada, cortina e luzes na ribalta, telões pintados que permitiam efeitos de perspectiva e maquinaria que criava efeitos especiais.

Tendo como maior característica a disposição frontal de palco/plateia, o teatro italiano é, ainda nos dias de hoje, o mais utilizado no teatro ocidental. Além dessa disposição frontal, outros elementos caracterizam o palco italiano: palco delimitado pela boca de cena e cortina – e consequente “quarta parede” –, além da presença da caixa cênica com urdimento, coxias e varandas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

NÓS FAZEMOS TEATRO!

Contra a, ignorância, o terror, a falta de educação, a propaganda de promessas, o conforto moral, a ordem acima do progresso, a fome, a falta de dentes, a falta de amores, o obscurantismo... nós fazemos teatro.
Fazemos teatro pra dar sentido às potencialidades, pra ocupar o tempo, pra desatolar o coração, pra provocar instintos, pra fertilizar razões, por uns trocados, por uma boa bisca, porque é fundamental e porque é inútil.
Pra subir na vida, pra cair de quatro, pra se enganar e se conhecer... contra a experiência insatisfatória; contra a natureza, se for o caso, nós fazemos teatro.
Fazemos teatro pra não nos tornarmos ainda pior do que somos.
Pra julgar publicamente os grandes massacres do espírito.
Pra viabilizar a esperança humana, essa serpente...
Nós fazemos teatro de manhã, de tarde e de noite. Nós somos uma conveniência de emoções, 24 horas distribuindo máscaras e raízes.
Nós fazemos teatro de tudo, o tempo todo, porque acreditamos que a vida pode ser tão expressiva quanto a obra e que devemos ter a chance de concebê-la e forni-la artisticamente.
Porque estamos acordados. Porque sonhamos os nossos pesadelos.
Nós fazemos teatro apesar daqueles que, por um motivo que só pode ser estúpido, estejam “contra” o teatro. Aliás, o que pode ser “contra” algo tão “a favor”?
Nós fazemos teatro contra a mediocrização do pensamento; a desigualdade entre os iguais e a igualdade dos diferentes.
Nós fazemos teatro contra os privilégios dos assassinos de gravata, batina, jaqueta, toga, minissaia, vestido longo, farda, camiseta regata ou avental.
Contra a uniformidade, nós fazemos teatro.
Nós fazemos teatro contra o mau teatro que querem fazer da realidade.
Nós fazemos teatro pra explicarmo-nos – ainda que mal – e ao mal de todos nós dar algum destino menos infeliz.
Nós fazemos teatro pra morrer de rir e pra morrer melhor.
Pra entender o inestimável, se esfregar no infalível, resvalar da nobreza, experimentar as mais sórdidas baixezas, pra brincar de Deus...
Nós fazemos teatro, comendo o pão que os diabos amassam, os pratos feitos que as produções financiam e os jantares que as permutas permitem.
Nós temos fome da fome de teatro.
Porque onde houve e há teatro, houve e há civilização.
Fazemos teatro sim, tem gente que não faz e está morrendo, essa é a verdade.
Fernando Bonassi
-> Extraído do programa da peça “Arena conta Danton” da Cia Livre da Cooperativa Paulista de Teatro.

ABERTAS AS INSCRIÇÕES DO NÚCLEO DE TEATRO IDENTIDADE DE TRÊS LAGOAS (MS)

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O NUCLEO MUNICIPAL DE TEATRO - GRUPO DE TEATRO IDENTIDADE – DO ANO DE 2011
O Departamento Municipal de Cultura de Três Lagoas em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul comunica aos interessados pela arte teatral, que queiram desenvolver e aprimorar suas atividades cênicas no ano de 2011, que já podem se inscrever e efetivar a sua matrícula para o Núcleo Municipal de Teatro – Grupo de Teatro Identidade, que iniciará os trabalhos de formação e inserção ao teatro, a partir do dia 03 (três) de Abril. 
Serão desenvolvidas, através do Núcleo Municipal de Teatro – Grupo de Teatro Identidade, três núcleos cênicos, para diferentes turmas conforme a idade dos interessados, sendo um Núcleo para Crianças e Adolescentes de 8 a 13 anos; um Núcleo de Jovens de 14 a 20 anos e outro Núcleo para Adultos com idade acima de 20 anos. As atividades do Grupo de Teatro serão desenvolvidas no Anfiteatro da UFMS, Unidade I, próximo do Exército, com horários diferenciados para os respectivos Núcleos, que foram atribuídos da seguinte forma:
• Às segundas-feiras e quartas-feiras, das 13h às 17h, para o Núcleo de Crianças e Adolescentes;
• Às terças-feiras e quintas-feiras, das 18h às 22h, para o Núcleo de Jovens;
• Aos domingos, das 14h às 20h, para o Núcleo Adulto.
As inscrições para quaisquer uns dos núcleos podem ser realizadas no Departamento Municipal de Cultura – Espaço Identidade, que fica localizado no Saguão da Antiga Prefeitura de Três Lagoas, na Alameda Paul Harris n.° 30, Centro, de segunda à sexta-feira, das 7h às 13h, no período de 14 (quatorze) de Fevereiro até 30 (trinta) de Março ou na Unidade II da UFMS, enfrente a Mabel, no Departamento de Ciências Humanas – DCH, dás 13h às 17h. É necessário que interessado leve uma cópia do seu RG e CPF para efetivar a sua inscrição. Ainda serão aceitas inscrições nas primeiras semanas de idealização dos Núcleos, durante os encontros estipulados, no Anfiteatro da UFMS, Unidade I. Serão oferecidas 30 (trinta) vagas para cada Núcleo, que darão início aos processos de formação e integração ao universo teatral, destinado a todos os interessados que queiram participar do grupo, que formará três núcleos distintos, no mesmo grupo de teatro, que conceberão as criações cênicas, onde serão oferecidas diversas atividades teatrais mediante a orientação da equipe de execução da atividade.
Nos Núcleos serão trabalhadas as atividades que visam desenvolver as habilidades do teatro entre os participantes, estimulando-os para que cada qual explore sua potencialidade, e posteriormente colocando em prática com o grupo, identificando sua capacidade corporal, vocal e interpretativa direcionadas ao teatro.
O principal objetivo do Núcleo Municipal de Teatro será de trabalhar fluentemente para a elaboração de “Espetáculos e Esquetes Teatrais”, “Atividades Culturais e Recreativas”, “Eventos do Setor Cultural”, para serem destinados e desenvolvidos à comunidade três-lagoense. 
O Núcleo Municipal de Teatro está vinculado ao Grupo de Teatro Identidade, que é desenvolvido desde 2005 em Três Lagoas. O grupo conta com a participação anual de diversas pessoas, dentre elas, acadêmicos da UFMS, estudantes de escolas do município e pessoas da comunidade em geral, presentes nos encontros, oficinas e ensaios.
A coordenação geral do Núcleo Municipal de Teatro é do Professor, Ator e Diretor Teatral Leandro Cazula, que conta com o auxílio das professoras Nadia Stefan e Mariana Lemes, contratadas pelo Departamento de Cultura de Três Lagoas, para a idealizarem a proposta do Núcleo, e que terá ainda o apoio de outras pessoas, acadêmicos da UFMS de Três Lagoas, que serão Bolsistas da Universidade, para o desenvolvimento do Grupo Teatral.
Mais informações através dos telefones, 67-3929-1133 Ramal 223 / 9988-5148 / 3509-3718.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

MUSICAL ESPÍRITA ESTRÉIA EM TRÊS LAGOAS (MS)

Estréia dia 19 de Março, às 20h, no Centro Espítira JOSÉ XAVIER, o musical espírita A HISTÓRIA DE HUGO, do Grupo Palco & Luz. Texto e direção de GLEIDSON NOVAIS. O elenco é composto dos atores: Dayane Stéphanie, Gustavo Hilbert, Mário Filho, Mário Lopes. A trilha sonora é assinada por Ewerton Goulart.

Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente no próprio local da apresentação.
Maiores informações podem ser obtidas no email: mario.dassi@gmail.com.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

COMO OBTER SEU DRT (PARA QUEM MORA EM MS)


Olá pessoal,

Como muitos ainda tem dúvidas sobre os procedimentos para a obtenção do DRT em MS, seguem abaixo as informações detalhadas para quem pretende obter nas categorias de ator, diretor, técnico, etc...

Seguem abaixo as informações de como obtê-lo através da FITEDCA/GO-MT-MS:

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA:


- Currículo profissional (citando cursos, peças teatrais, gravações para TV, cinema, etc.)
- Anúncios, folders, cartazes de peças e espetáculos com fotos e/ou nome do ator anexos ao currículo.
- Cópia do RG, CPF, comprovante de endereço e da Carteira de Trabalho.
- Solicitação escrita à FITEDCA solicitando Atestado de Capacitação Profissional na função desejada (ator/atriz, diretor, iluminador, etc...)

ENDEREÇO PARA ENVIO DA DOCUMENTAÇÃO:

FITEDCA/GO-MT-MS
Nona Avenida, 491 - Vila Nova
Goiânia - GO
CEP: 74643-080

Após receber pelo correio o atestado de capacitação emitido pela FITEDCA/GO-MT-MS, comparecer a Superintendência Regional do Trabalho, na rua 13 de Maio no 3º andar (próx. à Av. Mato Grosso) e providenciar os seguintes documentos:

- Requerimento (2 vias - fornecido pela própria superintendência do trabalho).
- Cópia autenticada dos seguintes documentos: RG, CPF, PIS, CTPS e comprovante de residência.
- Declaração de ilícito penal (de próprio punho - modelo disponível na própria Superintendência do Trabalho).
- Atestado de Capacitação Profissional (emitido pela FITEDCA/GO-MT-MS).
- Carteira de Trabalho original.

Atualmente não é mais necessário enviar um currículo à Superintendência do Trabalho como era exigido anteriormente.

Basta dar entrada na Superintendência e aguardar alguns dias para retirar a Carteira Profissional com o Registro devidamente anotado.

Caso alguém necessite de modelo dos requerimentos, posso providenciar o envio.

Qualquer dúvida, basta entrar em contato.

Um forte abraço a todos!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O FESTIVAL DE TEATRO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO


Estão abertas as inscrições para a 9ª Edição do Festival de Teatro Cidade do Rio de Janeiro. Nesse ano haverá uma mostra paralela não competitiva voltada a companhias e grupos de teatro de rua de todo país.


Premiação: Troféu Arlequim em diversas categorias e uma temporada no teatro Princesa Isabel em Copacabana até o dia 28 de fevereiro.


Leia atentamente o regulamento.


Repasse para os amigos.


http://teatrofest.com

RECICLAGEM DE ATORES NO TEATRO MARIA CLARA MACHADO



CRA – CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES – no Teatro Maria Clara Machado

Estará funcionando a partir de março no Teatro Maria Clara Machado – Planetário, o Centro de Reciclagem de Atores, voltado para a reciclagem e o treinamento continuado de atores profissionais. O projeto oferecerá 2 atividades diferentes: 

1. A RECICLAGEM DE ATORES, com aulas/treinamento para atores profissionais todas as SEGUNDAS das 19h às 22h, no teatro. 

O treinamento é estruturado em módulos bimestrais, com 2 diretores/professores por módulo e conta com uma noite aberta para os atores mostrarem trabalhos – esquetes, performances, solos - a produtores de elenco e profissionais da área. Além disso, o curso oferece informações, contatos e dicas semanais sobre o mercado de trabalho através do nosso Mural Virtual e conta com uma mini-biblioteca gratuita de livros da área para os atores se reciclarem. 

PROGRAMAÇÃO DO PRIMEIRO BIMESTRE DA RECICLAGEM: 

De 21 de março a 11 de abril: aulas com Hamilton Vaz Pereira
De 18 de abril a 09 de maio: aulas com Thierry Trémouroux
Dia 16 de maio: ensaio para a Noite Aberta
Dia 23 de maio: Noite Aberta do Centro de Reciclagem de Atores
Obs: Veja ao final deste mail o currículo dos ministrantes envolvidos

O preenchimento das vagas é realizado a cada 2 meses via seleção de currículo. Para participar os atores devem possuir registro profissional. As aulas do primeiro bimestre começarão no dia 21 de março. O valor total deste primeiro ciclo da Reciclagem será de 500 reais à vista ou duas parcelas de 280 reais. Interessados em participar devem enviar currículo para reciclagemdeatores@gmail.comcolocando no assunto: RECICLAGEM. 

Mais informações: 9666-9954 

2. O PROCESSO DE ENCENAÇÃO, voltado para a criação de um espetáculo com diretores convidados. O processo terá duração de 2 meses e meio e acontecerá todas as terças e quintas das 10h às 12h no teatro. O primeiro Processo de Encenação começará dia 22 de março, sob o comando dos diretores Daniel Herz e João Marcelo Pallottino, que conduzirão uma investigação sobre a comicidade para construírem juntos um espetáculo. Após 2 meses e meio de ensaio, o espetáculo levantado ficará em temporada durante 5 semanas no teatro, sempre às quintas-feiras às 20h.
O valor de investimento para participar do Processo de Encenação será de 900 reais à vista ou 3 parcelas de 330 reais.
Os interessados devem enviar currículo para reciclagemdeatores@gmail.com colocando no assunto: Processo de Encenação. 
Este workshop é reservado a atores com registro profissional. 
Veja no final deste mail o currículo dos 2 diretores convidados. 

Mais informações 9666-9954

SOBRE O CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES: 

O Centro de Reciclagem de Atores começou a funcionar em maio de 2010 com a missão de treinar, reciclar e manter aquecidos atores profissionais que estão exercendo seu ofício em diversas frentes, como cinema, TV e teatro. 

Em seu primeiro ano de funcionamento o CRA reuniu cerca de 200 atores profissionais, que tiveram encontros/aulas com cerca de 30 professores diferentes, gerando trocas artísticas e movimentando a classe. Entre os ministrantes do Centro de Reciclagem, sempre grandes profissionais como Domingos de Oliveira, Amir Haddad, Daniel Herz, Christiane Jatahy, Marcio Libar, Hamilton Vaz Pereira, Jefferson Miranda, Ivan Sugahara, entre outros.

Coordenando o CRA, a Diretora Geral do coletivo artístico Clube da Cena e uma das diretoras Artísticas do Teatro Maria Clara Machado – Planetário, Cristina Fagundes. 

SOBRE OS MINISTRANTES DO PRIMEIRO BIMESTRE DO CENTRO DE RECICLAGEM DE ATORES: 

Thierry Trémouroux
Ator e diretor belga radicado no Brasil, formado em psicologia, trabalhou durante 15 anos na França ao lado de artistas como Jean-Claude Carrière e Yoshi Oïda, ambos colaboradores de Peter Brook, de Zygmunt Molik, co-fundador do Teatro Laboratório de Grotowski e de Stefano Scribani do Piccolo Teatro del Milano. No Brasil desde 1994, co-fundou o grupo l'acte – Atos da Criação Teatral – realizando grandes parcerias com artistas do teatro contemporâneo da Europa. Autores como Novarina, Gombrowicz, Valletti, Lagarce e Reinshagen, foram assim introduzidos no país. Com o grupo l'acte dirigiu durante dois anos, o Teatro Aliança Francesa de Botafogo/RJ, realizando neste espaço diversas criações artísticas. Foi membro do Laboratório do Ator/Funarte, ministrando ateliês de formação para atores e de dramaturgia no Brasil. Associou-se, como ator convidado, à produtores e diretores de teatro, cinema e televisão como Monique Gardenberg (Os Sete Afluentes do Rio Ota; Tim Jazz; Ó pai, ó), Bia Lessa (Medéia, As Três Irmãs, Casa de Bonecas), Miguel Farias (O Shangô de Baker Street, Vinícius) Zelito Viana (Villa Lobos) e Ricardo Waddington (Rede Globo). Em 2007, foi curador dos encontros "Passage à l´acte" trazendo artistas internacionais como Hassane Kuyaté, François Berreur etc. Entre as direções realizadas seus principais trabalhos são: "Depois da Chuva", de Sergi Belbel; "Aqui Jaz Marylin Monroe", "92-58-89", de Gerlind Reinshagen; "Santo Elvis" e "Monsieur Armand, Vulgo Garrincha", de Serge Valletti; "Ivone, Princesa da Borgonha" de Witold Gombrowicz, e "Diante da Palavra", de Valère Novarina. Dirigiu criações coletivas para a Casa das Artes de Laranjeiras como "Don Juan", profissão ator, "E viveram felizes para sempre?" e "E Até que a morte nos separe". Em 2008 foi diretor da Cia Aplauso. Em 2009 montou "Don Juan – DJ", "A Inquietude" de Valère Novarina e o encontro musical "Ponts" em Lons Le Saunier/FR, dentro da programação France-Brésil. Paralelamente, participou como ator da turnê mundial de "A Gaivota" com direção de Enrique Diaz e da turnê nacional de "Apropriação" a partir da obra de Harold Pinter com direção de Bel Garcia. Atualmente, além de circular com "A Inquietude" de Valère Novarina com Ana Kfouri, Thierry está em turnê internacional com a peça "Otro" do Coletivo Improviso, direção de Enrique Diaz e Cristina Moura. 

Hamilton Vaz Pereira
Hamilton de Souza Pinto Vaz Pereira (Rio de Janeiro RJ 1951). Diretor, autor, ator, compositor e diretor musical. Líder do Asdrúbal Trouxe o Trombone, grupo carioca que invade a cena com temática, personagens e modo de representar próprios da geração jovem da década de 70. Sua linguagem toma como centro de investigação o cotidiano da equipe de atores e reúne uma série de princípios que definem a produção dos grupos teatrais dos anos 70.
Hamilton faz curso de teatro com Maria Clara Machado, em O Tablado, de 1968 a 1970. É aluno de Sergio Britto, no Teatro Senac, em 1972. No ano seguinte, estuda no Teatro Ipanema, coordenado por Ivan de Albuquerque e Rubens Corrêa.
Inicia carreira profissional, em 1974, em O Inspetor Geral, estréia do Asdrúbal Trouxe o Trombone, no qual atua como diretor de todos os espetáculos e como integrante - trabalhando também na produção, na trilha sonora e na finalização dos textos. 
Em 1975, dirige Ubu Rei, uma irreverente versão do texto de Alfred Jarry, confirmação do talento do conjunto. Trate-Me Leão, sua terceira direção dentro do grupo, inaugura, por meio da criação coletiva, uma nova linguagem na cena teatral brasileira ao propor um teatro que fala a língua da juventude carioca de Ipanema, construído por um processo de improvisações que resulta em narrativa fragmentada. O crítico Yan Michalski considera a direção "absolutamente brilhante". 
Em 1980, é a vez de Aquela Coisa Toda, agora com roteiro assinado pelo próprio Hamilton sobre uma "dispersa trupe de solitários", inspirada na experiência coletiva do grupo. Em A Farra da Terra, 1983, última montagem do grupo, o diretor constrói um roteiro baseado em imagens, textos e fotos. No Teatro Villa-Lobos, apenas vinte espectadores assistem à encenação que une atores e público no palco, se deslocam pelo espaço e usam as cadeiras da platéia como cenário. A linguagem coloquial, urbana e cômica dos primeiros espetáculos ganha um tom poético e uma ênfase musical. 
Mesmo com o desmembramento do grupo, a proposta e o estilo do diretor se mantêm, mas não encontram em cena os parceiros de criação que identificavam sua linguagem - os espetáculos não trazem mais as interpretações de Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães. Inicia-se uma fase de valorização do elemento intelectual, em que as citações se sobrepõem à ação. É a fase de Ataliba, a Gata Safira, 1988, e de Nardja Zulpério, 1989. Em 1995, em 5 x Comédia, de Vicente Pereira, Mauro Rasi, Pedro Cardoso, Luis Fernando Veríssimo e Hamilton Vaz Pereira, reúne cinco comediantes de prestígio, Pedro Cardoso, Débora Bloch, Diogo Vilela, Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães, espetáculo que é sucesso de bilheteria. Em seguida, o autor e diretor retorna à interpretação livre dos clássicos, seja dos gregos, Uiva e Vocifera, 1997, ou, de William Shakespeare, Omelete, escrito por José Roberto Torero,1998. 
Filho rebelde de O Tablado, formado no Teatro de Grupo dos anos 70, Hamilton torna-se um artista múltiplo, assinando sempre mais de uma criação nas fichas técnicas de seus espetáculos.

Daniel Herz 
Ator, professor e diretor de teatro, é diretor artístico dos Atores de Laura desde 1992 e do Teatro Miguel Falabella. Atuou em diversas produções teatrais entre as quais: "Nossa Senhora das Flores", adaptação para a cena do romance de Jean Genet (1987) e "O jovem Törless", adaptação do romance de Robert Musil, encenada no CCBB em 1996. Destacou-se como encenador nas últimas duas décadas, tendo recebido prêmios de melhor direção pelos espetáculos "Romeu e Isolda" (1996), "Decote" (1997), "A flauta mágica" (2000), "As artimanhas de Scapino" (2002). Em 2000 encenou no CCBB "Esplêndidos", peça rejeitada por Jean Genet, que até então só havia sido montada na França e na Inglaterra. É responsável igualmente pela direção de "Zastrozzi", de George Walker, que compartilhou com o protagonista Selton Mello (2002), "Otelo da Mangueira", de Gustavo Gasparani (2006) e "Tom e Vinicius – o musical", de Daniela Pereira e Eucanaã Ferraz, em cartaz no Rio de Janeiro em 2009. Em 2010 dirigiu O Barbeiro de Ervilha, adaptação de Vanessa Dantas da ópera O Barbeiro de Sevilha de Gioacchino Rossini, para teatro infantil. Atualmente está em cartaz no Teatro Gláucio Gil com a peça da Cia Atores de Laura, Adultério e estreará ainda em 2011 mais 2 peças. 
João Marcelo Pallottino 
É diretor e fundador junto com a atriz e diretora Symone Strobel da Hospedaria Cia de teatro onde teve a sua estréia no ano de 2010 com o espetáculo "A Religiosa" de Denis Diderot cumprindo temporada no Rio e em São Paulo. Trabalhou como ator na Cia. Atores de Laura sob a direção de Daniel Herz e Susana Kruger, participando do repertório do grupo desde 2002, nos espetáculos: "As Artimanhas de Scapino" de Moliére (2002 a 2009) com três indicações ao prêmio Shell, sendo premiada pelo figurino; além do prêmio "Qualidade-BR" de melhor espetáculo e direção, representando o Brasil no festival internacional de teatro Mercosul, na Argentina (Córdoba); "O Conto de Inverno", de Shakespeare (2004), "Decote" (2005) e "N.I.S.E." (2006). Fundou e dirigiu artisticamente o Grupo de Teatro O Porão, de 2000 a 2006, realizando os seguintes trabalhos: "Entre Quatro Paredes", de J. P Sartre (2006); "Carroça Pão e Sonho" (2004/2005); "...Cinzas" (2001/2003); "Mentirosos" (2004/2005), participando de festivais nacionais onde recebeu diversos prêmios, entre os quais: quatro de melhor diretor, cinco de melhor espetáculo, cinco de melhor ator e dois de melhor iluminador. Dirigiu os espetáculos: "Carmem de Tal" (2007), como comemoração dos 20 anos do Grupo Nós do Morro; "Chuva Ácida" (2007), peça integrante do projeto "Novos Talentos do Teatro" do Sesc Rio, com supervisão de Roberto Bontempo e José Joffily, participando do Festival de Inverno Sesc 2007 e . Sua formação artística inclui o curso de cinema na UGF com coordenação de Ruy Guerra e workshops com: Gerald Thomas; "Odin Teatret" (com Roberta Carreri, Jan Ferslev e Eugênio Barba); Processo do Teatro Du Soleil com Fabiana Mello, Oficinas com os Grupo Moitará e Lume Teatro além de experiências com a família Colombaione e Técnica de Bufões com Hélvio Garcez Clow. Fez cursos de interpretação na Casa de cultura Laura Alvim com Daniel Herz e Susanna Kruguer, e no Teatro O Tablado com Taís Balloni, João Brandão e Ricardo Kosoviski. Como professor trabalhou na escola de formação de atores do Sindicato dos Artistas Sated, na Universidade Veiga de Almeida, no curso Rei Ator; no Grupo Nós do Morro, com Guti Fraga no "Projeto Tempo Livre Sesc" e na faculdade Univercidade com o diretor Daniel Herz, como diretor-assistente. Atualmente ministra aulas na Firjan e é professor do Teatro Miguel Falabella. 
Informações Gerais sobre o Centro de Reciclagem de Atores:
reciclagemdeatores@gmail.com e 21 9666-9954